18 Dezembro, 2009
17 Dezembro, 2009
II MARCHA ESTADUAL PELA VIDA E LIBERDADE RELIGIOSA DO RS E LANÇAMENTO DA CAMPANHA – Quem é de Axé, Diz que é...
25 DE JANEIRO DE 2010 – em alusão ao dia 21 de janeiro Dia Nacional de combate à Intolerância Religiosa
Mais uma vez o Povo do Àse Afro-Gaucho se levanta para defender seus direitos e denunciar as atrocidades perpetrada sobre uma fé milenar e exigir respeito. Já há muito tempo intolerância religiosa é pauta em todo o território nacional. Desrespeito têm sido cometidos em defesa de uma fé discriminadora, irracional e racista professada pelos seguimentos Neo-pentecostais e sobretudo pela da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) Brasil afora, com o aval dos governos em todas as esferas. Desde 2003 discutimos a sacralização de animais em templos de Religião de Matrizes Africanas em virtude de Lei proposta por um Deputado evangélico na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Conseguimos modificar tal Lei, excetuando da mesma os cultos e liturgias das Religiões de Matrizes Africanas. Defensores de Animais insuflados pro evangélicos entraram com uma Adin (ação direta de Inconstitucionalidade) e na esfera estadual perderam. A lei desde então está no Supremo Tribunal Federal nas Mãos do Ministro Marco Aurélio Mello que por covardia ou omissão não coloca em Pauta a Adin. A partir daí, enfrentamos mais lutas na esfera municipal envolvendo castração, e esterilização de animais, bem como enquadrando práticas religiosas como agentes de poluição e impactos ambientais, tentando imputar multas a quem fosse pegos fazendo oferendas para as divindades. Conseguimos vencer!
Atualmente, estamos em plena batalha contra este racismo religioso imposto por mais um Deputado Evangélico que propõe um projeto lei para discutir a Lei do Silencio, tendo por argumentação “templos religiosos”. O Ministério Público estadual reconhece a Incostitucionalidade da Lei, mas questiona a legitimidade de um Terreiro e da CEDRAB – Congregação em defesa das Religiões Afro-Brasileira com relação a representatividade regional. Ao que nos consta um terreiro representa todos os terreiros do Brasil, pois se caso condenado assim será aplicada a Lei. O TJ-RS acata parecer do MP e foge à discussão do mérito pedindo a extinção da Adin. Entraremos com recurso e conforme acordado com organizações do movimento que atuam no cenário nacional outra Adin será movida por estas organizações. Não vamos entregar nossa ancestralidade nem o nosso direito à igualdade de direitos e ao respeito!
Na Bahia mais um terreiro centenário sofre violência, e desta vez, O Ile Axé Opo Afonja cuja Iyalorisa é Mãe Estela de Oxossi.
Precisamos estar vinte e quatro horas por dia atentos, pois a todo o momentos podem surgir novas leis e ataques ao Povo Afro Religioso, pois inclusive agressões físicas tem sido cometidas. Se não tomarmos uma atitude, o Brasil se tornará em um novo Afeganistão. Por isso no dia vinte e cinco de janeiro, TODOS devemos ocupar as Ruas da Capital e protestar contra o ódio Religioso e o processo de indemonização engendrado pelos Neo pentecostais a uma religião Milenar de um Povo que construiu este País e merece Respeito.
2010 é ano de eleição, e nós povo do axé, precisamos tomar consciência que sozinhos somos fracos, mas unidos somos uma legião, e que esta legião pode empoderar um representante legítimo.
A Campanha lançada em Salvador pelo CEN – Brasil será lançada no RS neste dia, para que possamos definitivamente saber quantos somos e mostrar para os governos que somos muitos, fazemos a diferença e precisamos garantir o direito aos nossos territórios sagrados, o direito de liberdade de culto e à cidadania...Quem é de axé, Diz que é... vamos mostrar o censo que queremos, ninguém pode falar por nós, nós sabemos nossas necessidades, temos boca, fala e memória!!!
Vamos neste dia com nossos Torsos e Ojás (pano branco que cobre o Ori) ocupar as Ruas de Porto Alegre, provocando um verdadeiro mar de Ojás dando boas vindas ao Ano de Iyemoja!!
A Marcha Sairá do Largo Glenio Peres, onde será feita uma saudação ao Bará do Mercado, ganhará a Borges de Medeiros até o Largo Zumbi, onde será feita uma grande roda, denunciando a ausência de uma ação do poder publico que potencialize aquele território sagrado como espaço e patrimônio do Povo Negro Gaúcho com estrutura e preservação de nossa memória e tradição, e dali seguiremos até a Volta do Gasômetro onde Faremos uma Saudação aos orixás e uma grande roda, onde será entregue um presente aos Orixas das águas.
A II Marcha Marcará a abertura do Primeiro Encontro Nacional das comunidades das tradições de Matriz Africana e saúde durante FSM2010 que reunirá as lideranças religiosas mais expressivas do Brasil e que comporão a Marcha o encontro será de 26 a 29 de janeiro de 2010 na PUC-RS.
Baba Diba de Iyemonja
CEDRAB-RS – Congregação em defesa das Religiões afro-brasileiras do estado do rio Grande do Sul
>> video produzido por educadores do Ori Inu Erê valorizando as culturas de matriz africana e o batuque do RS.
02 Dezembro, 2009
Invasão na casa de Oxalá do Ilê Axé Opô Afonjá
Uma notícia triste: o Ilê Axé Opô Afonjá, comandado por Mãe Stella de Oxóssi, foi invadido na madrugada de domingo por ladrões. Eles não respeitaram nem sequer os espaços sagrados pois reviraram o quarto de Oxalá à procura de objetos valiosos.
“Foi um episódio de vandalismo”, descreveu o ogã Ribamar Daniel para a matéria da minha colega repórter em A TARDE, Helga Cirino, publicada na edição de hoje. Ribamar Daniel é o presidente da Sociedade Civil Cruz Santa do Ilê Axé Opô Afonjá, a representação civil do terreiro.
O episódio remete à questão de proteção pública para estes espaços. Claro que sabemos da laicidade do Estado, mas estes templos, assim como os de outras religiões, fazem parte do patrimônio material e imaterial do Brasil. O Afonjá é um dos mais conhecidos terreiros baianos, mas não é de hoje os pedidos reiterados da comunidade para a realização de uma obra de contenção que isole o espaço religioso de parte da via pública. Parte do terreno do templo já foi até usado para campo de futebol. 
Na visita que o ministro Edson Santos realizou em outubro a sete terreiros de candomblé da cidade, incluindo o Afonjá, todos os seus líderes fizeram queixas em relação a problemas de infra-estrutura. Por conta da própria expansão desordenada de Salvador, os terreiros foram sufocados, perdendo a cada dia partes das suas áreas que em alguns casos formaram vários bairros.
É o caso, por exemplo, do Engenho Velho da Federação, que se formou no entorno de casas religiosas como o Bogum e o Cobre. O próprio Afonjá foi fundamental, sem dúvidas, para a expansão de São Gonçalo do Retiro. Tudo que era possível para a comunidade fazer foi feito, como o registro de queixa na polícia. Vamos agora acompanhar que tipo de providências será adotada.
In a Tarde Online
30 Novembro, 2009
Centro de Umbanda é atacado em Nova Iguaçu
Ao abrir a porta, a surpresa: imagens quebradas e um altar revirado. O Centro Espírita de Umbanda Caminhos de Oxum foi invadido e depredado na madrugada do dia 24 de novembro. Foram danificadas oito imagens, que estavam numa prateleira de madeira, além de artigos como copos e pratos utilizados nos rituais religiosos (assista ao vídeo).
O caso foi registrado na 52ª DP (Nova Iguaçu). O delegado Henrique Pessoa, representante da Polícia Civil na Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, investiga se o ato de vandalismo foi provocado por fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, que tem uma sede na mesma rua do centro de umbanda.
Encruzilhada
Há pouco mais de um mês, o babalorixá Bruno Pereira diz ter sido alvo de intolerância por parte de fiéis da igreja. Segundo ele, depois de fazer uma oferenda numa encruzilhada próxima ao centro, pessoas que seriam fiéis da Universal destruíram sua oferta.
Bruno procurou o bispo responsável pela Igreja, que teria prometido que a situação não se repetiria. Os invasores teriam pulado o muro com o auxílio de tábuas de madeira encostadas no muro de um terreno vizinho. Nada foi roubado do centro.
A porta que dá acesso ao terreiro do centro de umbanda foi forçada, mas não chegou a ser arrombada. Quem invadiu o local conseguiu ter acesso apenas a uma das salas do centro. Para o babalorixá Bruno Pereira, se a invasão do terreiro tivesse se completando, o estrago teria sido ainda maior.
— Como uma pessoa religiosa, não ensino nenhum filho de santo a agredir. De forma alguma admitiria isso — disse o babalorixá.
Comissão
O ataque ao Centro Espírita de Umbanda Caminhos de Oxum foi levado à Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, que vai acompanhar o caso. Ivanir dos Santos, coordenador da comissão, diz que muitos casos acabam não sendo investigados porque as pessoas perseguidas sentem medo de represálias. Este ano, já foram feitas quase 40 denúncias à entidade e só oito resultaram em inquéritos policiais:
— As religiões mais perseguidas são as de origem africana e quem costuma atacar são os neopetencostais. Quem faz isso não pode ser um bom cristão. Querem demonizar essas religiões (africanas) e seus adeptos.
In Jornal EXTRA/RJ










