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01 Fevereiro, 2010

INTOLERANCIA RELIGIOSA...

Intolerância religiosa é um termo que descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar as diferenças ou crenças religiosas de terceiros. Poderá ter origem nas próprias crenças religiosas de alguém ou ser motivada pela intolerância contra as crenças e práticas religiosas de outrem. A intolerância religiosa pode resultar em perseguição religiosa e ambas têm sido comuns através da história. A maioria dos grupos religiosos já passou por tal situação numa época ou noutra.


Desde a colonização, quando os negros foram seqüestrados do território africano e foram trazidos como mão-de-obra escrava para o Brasil, que seus valores, sua cultura, sua religião, enfim, suas heranças africanas lhes foram arrancadas. A orientação oficial da igreja que justificava a escravidão naquela época era o argumento de que os negros não tinham alma e não tinham uma religião; portanto, podiam ser desrespeitados e escravizados (fatos que os livros didáticos no Brasil não mostram). Assim, o negro teve que abrir mão de sua religião, de seus costumes, de seus valores, de sua visão de mundo, de sua visão de sociedade e de Estado para enfrentar uma realidade de perseguição aqui no Brasil.
A primeira reação dos negros contra a intolerância religiosa foi uma estratégia de resistência conhecida como sincretismo religioso, ou seja, o negro escondeu a prática de seus valores religiosos por meio da prática da religião do seu dominador, só assim podia cultuar seus orixás, os comparando aos santos cultuados pelos portugueses. Assim surgiram o candomblé e a umbanda no Brasil como forma de resistência dos cultos afros, que continuaram sendo historicamente perseguidos e só obtiveram, assim como outras manifestações religiosas no Brasil, seus direitos adquiridos a partir da Constituição de 1988, que possui um capítulo que assegura aos brasileiros o direito e a forma de manifestar livremente a sua religião.Esse atraso no conhecimento levou à falta de com preensão, de informações desses direitos para a maioria das pessoas o que permitiu o crescimento da intolerância religiosa que é uma das questões centrais que a humanidade enfrenta hoje não só no Brasil, mas em quase toda parte do planeta.
Nesse contexto, a união é importante para que se possa sobreviver à intolerância religiosa. O povo-de-santo deve se unir e lutar pela convivência pacífica e tolerante entre as religiões, pois foi através da união que seus antepassados conquistaram seus direitos perante a Constituição Federal, que assegura a liberdade de crença, o exercício dos cultos religiosos e a proteção do Estado às manifestações das culturas populares dos índios,dos afro- religiosos e de outros grupos que fazem parte do processo de civilização do Brasil.


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IN
GUILHERME PACHECO
Juventude Petista de Campos dos Goytacazes - RJ

25 Janeiro, 2010

assista hoje ao vivo à II marcha pela liberdade religiosa e pela vida

ASSISTA HOJE - DIA 25 DE JANEIRO - AO VIVO, A PARTIR DAS 14:OOH (horário de brasília) A II MARCHA PELA LIBERDADE RELIGIOSA E PELA VIDA.

CLICA AQUI e assista.

22 Janeiro, 2010

é dia 25 de janeiro o dia da II marcha no RS

É dia 25 de Janeiro de 2010, segunda feira, e audiência pública junto ao Ministério Público Estadual precederá a II Marcha Estadual pela Liberdade Religiosa e pela Vida. A Audiência será as 14 horas na sede do MP e a pauta será intolerância religiosa e lei do silêncio.

A Marcha

Caravanas de todo o estado mobilizam-se para a II Marcha Estadual pela vida e liberdade religiosa a realizar-se no dia 25 de janeiro de 2010. A marcha já conta com adesão de diversas organizações governamentais e não governamentais do estado e do Cenário Nacional. A expectativa é que consigamos colocar um numero muito superior ao de 2009 de lideranças Religiosas nas Ruas de Porto Alegre. A Marcha também Marcará a abertura do Didá Ará - I Encontro Nacional de Tradições de Matriz Africanas e saúde no RS e estará abraçando a campanha lançada em Salvador na caminha nacional pela vida e liberdade religiosa realizada em 21 de novembro de 2009 pelo Cen Brasil, "Quem é de axé, diz que é!" campanha importantíssima que prepara os adeptos de religião de matriz africana para o Censo de 2010 para que possamos saber quanto somos e onde estamos, dado necessário para reivindicarmos políticas públicas, ações afirmativas e regulamentação fundiária para nossos terreiros. então, quando os recenseadores do IBGE baterem a sua porta assuma sua religiosidade "QUEM É DE AXÉ, DIZ QUE É!"

Intolerância Religiosa

Mais um ato de intolerância e desrespeito há um dos terreiros mais expressivos e antigos da Bahia, pela segunda vez consecutiva o Ile Axé Opo Afonja de Salvador, cuja liderança religiosa é de nossa matriarca Mãe Stela de Oxossi foi invadido por vândalos, e desta vez o quarto de Oxum que foi depredado e estão sendo apurados os responsáveis que devem ser os mesmo que há alguns meses saquearam o quarto de Oxalá do mesmo terreiro. Na cidade mais negra do Estado do RS, Rio Grande (80% população negra), mais um terreiro foi fechado por ação judicial. O Terreiro Ile Africano Pai José de Aruanda Candomblé Oju Omi D’Sango, Iyemoja e Oiya do Babalorixa Pai Marcos de Iyemoja foi denunciado por uma única Vizinha que alegou perturbação de seu descanso por conta do barulho dos tambores, o que foi definitivo para que o Promotor de Justiça do ministério Público da Cidade de Rio Grande Dr. Jose Alexandre Zachia Alan, instaurasse uma ação cível contra o terreiro desconsiderando o caráter religiosos, enquadrando o como casa noturna e pedisse liminar solicitando o fechamento do terreiro entre outras penalidades como multa de R$1.000,00 ao dia pelo descumprimento. Já a Juíza da 3º vara cível da cidade Dra. Suzel Regine Neves de Mesquita, não deferiu a liminar considerou de caráter unilateral a prova produzida alem de ser insuficiente, já que a medição de ruído foi feitos em uma data em que os terreiros da cidade estariam festejando Iyemanja e não considera ruídos produzidos por terreiros de caráter irreparável ou de difícil reparação. Mesmo assim , o promotor referido entrou com agravo no TJRS onde o Des Jorge Maraschin dos Santos acolheu o agravo mandando fechar o terreiro. Juntamente com a Comissão de Direitos humanos da assembléia Legislativa do estado estamos encaminhando recurso para tentar reverter a liminar e representar o Babalorixa em mais esta arbitrariedade do poder público contra a tradição milenar do nosso povo.

O organizador da Marcha, Baba Dyba de Iyemonja foi vitima de Intolerância religiosa ao se apresentar para participar do Programa Bibo Nunes na Ulbra TV, mesmo tratando-se de concessão publica e o estado sendo laico... O Babalorixa registrou ocorrencia na 17 delegacia da capital.

Mais do que nunca devemos tomar as ruas de todas as cidades do Brasil e exigir respeito a nossa tradição e lançar a pergunta...até onde vai sua intolerância? Quero ver você lá!

Governo prefere não desagradar igrejas a garantir direitos das religiões afro

O Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa, que deveria ser assinado dia 20 de janeiro, véspera do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, foi barrado por questões político-eleitorais. “As principais lideranças de comunidades-terreiro do Brasil reunidas em Brasília foram feitas de palhaço”, desabafou o representante do Rio Grande do Sul e vice-presidente da Congregação em Defesa das Religiões Afro-brasileiras (CEDRAB) Babá Diba de Yemanjá, que estava no encontro. Ele conta que a Seppir (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial) argumentou que o Plano necessitava de uma revisão em aspectos jurídicos, mas a notícia de bastidores dava conta de que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, preferiu evitar atritos com as igrejas evangélicas e católicas em ano de eleições, ainda mais com as polêmicas que envolveram o Plano Nacional de Direitos Humanos, que toca em assuntos polêmicos para os cristãos, como homossexualismo e aborto.

Para muitos religiosos que estavam presentes no evento, trata-se muito mais do que “evitar atritos”, uma vez que a ministra estaria fazendo esforços para se aproximar das igrejas, inclusive percorrendo diversos templos, como afirmou a reportagem do Estadão (21/01). Segundo o jornal, Makota Valdina Pinto, do terreiro Tanuri Junsara, de Salvador (BA), teria reagido à declaração da Seppir conclamando o povo de axé para pensarem bem em que votar nas eleições. "A gente viu o que aconteceu com o Estatuto da Igualdade Racial e o que está acontecendo com esse plano. Por que para negro e índio não tem terra? Precisamos acabar com esse vírus do racismo”.

O projeto defendido pelos religiosos de matriz africana integra o Plano Nacional de Direitos Humanos e prevê, entre outras medidas, o tombamento de terreiros pelo IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a legalização fundiária dos imóveis ocupados pelos terreiros, ações de educação, saúde e segurança para as comunidades.

Discriminação institucionalizada

É importante lembrar que, em agosto do ano passado, a Câmara aprovou o Estatuto da Igreja Católica no Brasil. O acordo entre Brasil e Vaticano, assinado em 2008, estabelece normas, entre outros assuntos, sobre o ensino religioso, o casamento, a imunidade tributária para as entidades eclesiásticas, a prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais, a garantia do sigilo de ofício dos sacerdotes, visto para estrangeiros que venham ao Brasil realizar atividade pastoral. O Estatuto seguiu para votação no Senado e, até agora, ao que parece, não provocou maiores constrangimentos.

Em 2009 também foi aprovado o Estatuto da Igualdade Racial sob protestos de militantes que há 10 anos lutavam pela conquista que veio tolhida em muitos aspectos, pois não contempla bandeiras importantes e históricas para os negros, como a definição de cotas em universidades e na mídia e sobre quem são os remanescentes dos quilombos.

“Isso mostra o quanto precisamos denunciar esta discriminação histórica que sofremos e lutar para estabelecer, de fato, a igualdade a qual temos direito. Sentimos todos os dias, na pele, que apenas o texto constitucional não basta para termos garantidos nossos direitos. A aprovação do Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa é fundamental”, avalia Babá Diba.

Foto: jornal Tribuna do Brasil


Vanessa Efunpàdé Martins
Comunicação Didá Ará

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