30 Maio, 2012

programação mulheres de axé/rs


DATA: 08 a 10 DE JUNHO DE 2012

LOCAL: AUDITÓRIO DO IFSUL
PRAÇA 20 DE SETEMBRO, CENTRO - PELOTAS
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PROGRAMAÇÃO

O8 DE JUNHO DE 2012 (Sexta-feira)

15h:           Credenciamento
17h:           Boas vindas e cânticos
17h30min:          Mostra de fotos de Mulheres de Axé
18h:           Mesa de Abertura
19h:           Apresentação das participantes do Encontro
21h:             Atividade no terreiro com jantar   

09 DE MAIO DE 2012 (Sábado)

09h:           Diálogo I - Apresentação da RENAFRO/RS
10h:           Intervalo
10h15min: Diálogo II - Tornar-se Mulher de Axé
11h30min: Organização em grupo sobre os temas apresentados
12h30min: Almoço
14h:           Diálogo III - Feminismo Negro na perspectiva do axé
15h:           Intervalo
15h15min: Diálogo IV - Mulheres de axé e o protagonismo social e político
16h30min: Grupos em diálogos (formulação para a Carta de Pelotas)
18h30min: Encerramento dos grupos
20h:           Atividade no terreiro e jantar

10 DE JUNHO DE 2012 (Domingo)

10h:           Diálogo Final
13h:           Almoço
Tarde:        Passeio livre

25 Maio, 2012

25 DE MAIO É DIA DA ÁFRICA!


25 DE MAIO É DIA DA ÁFRICA!

No dia 25 de maio de 1963, 32 chefes de Estado africanos se reuniam contra a colonização e subordinação a que todo um continente repetidamente foi submetido durante séculos. Colonialismo, neocolonialismo, "partilha da África". Os termos mudaram ao longo do tempo, mas os africanos viam suas riquezas naturais e humanas sendo roubadas por povos que se consideravam superiores. Na reunião de 1963, em Adis Abeba, capital da Etiópia, esses líderes criaram a OUA (Organização da Unidade Africana), hoje a União Africana. Dada a importância daquele momento, o 25 de maio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1972, Dia da Libertação da África. Simboliza a luta e combate dos povos do continente africano pela sua independência e emancipação. Representa a memória coletiva dos seus povos e o objetivo comum de unidade e solidariedade na luta para o desenvolvimento econômico do continente.
Hoje deveria ser uma data festiva no Brasil. Mas como é possível comemorar este dia vivendo e vendo as atrocidades que vêm acontecendo sistematicamente com os africanos em todos os Estados da nação Brasileira?
- Os africanos que sofreram racismo em Porto Alegre, por parte dos policiais, em janeiro de 2012
http://sul21.com.br/jornal/2012/02/africanos-ainda-tentam-entender-racismo-da-policia-no-rs/
Estudantes que sofrem racismo dentro da sala de aula por parte dos professores
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/07/nigeriano-diz-que-nao-volta-para-africa-apos-polemica-sobre-racismo.html
Estes são alguns casos que estão na mídia (podia contar muitos outros relatos que ouço e vejo por aí, tão graves quantos estes).
Como posso comemorar, se os meus conterrâneos sofrem ataques todos os dias de policiais, colegas de faculdade, pessoas racistas e xenófobas e mesquinhas?
Qual estudante não sofreu constrangimentos na sala de aula porque é africano? Qual imigrante não sofreu preconceito no trabalho?
O que se tem feito para combater essas crueldades? Está mais do que na hora de unirmos as nossas forças, de norte a sul, sudeste ao centro-oeste de dizer basta! Queremos ser tratados com dignidade e respeito!
A hora é agora. Não podemos simplesmente ficar sentados nas nossas casas assistindo tais atrocidades sem nada fazer. Precisamos agir! Façamos desses casos um exemplo! Vamos cobrar das autoridades competentes ações enérgicas para combater esses bandidos e nos ajudar numa campanha para que a nação brasileira nos respeite e nos acolhe! Vamos cobrar de quem nos representa aqui no Brasil ações que nos dignifiquem e nos protegem!
Igualmente, peço aos Afro-brasileiros, Haitianos (que também são africanos) que caminhem conosco nesta luta. Nós somos tod@s  NEGR@S e AFRICAN@S! Não somos bandid@s, míser@s, nem traficantes. Somos cidadãos e cidadãs e queremos RESPEITO!
Rui Delgado – O Fagorite!

Renafro-Saude-RS superando todas a barreiras

A Renafro-Saude-RS, superando todas a barreiras que impossibilitaram a realização do  I Seminário Estadual de Terreiros e AIDS, tem a honra de comunicar que acaba de ser aprovada no  Edital para seleção de projetos para eventos 2012do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD,fato  que viabilizará a realização do I   Seminário da Região Sul da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde - "A Produção de Saúde e o Combate ao HIV/Aids, Tuberculose e Hepatites Virais pelos Terreiros" 


A Ancestralidade sempre dá conta de resolver as coisas, obedecendo as normas da divindade Tempo e mobilizando as forças e justiça dos Orisas. 


Com muita honra, poderemos devolver para as comunidades terreiras do Sul do Brasil mais esta ação de suma importância e relevância para o Povo de Terreiro.
Mãos à obra!!!

A nossa resposta é TRABALHO, TRABALHO, TRABALHO!



17 Maio, 2012

Religião e Política


Na versão original do famoso “Samba do Avião”, Tom Jobim inicia a letra fazendo uma saudação a Oiá e Xangô;
em seguida presta homenagem a um dos cartões postais do Brasil: “Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara...”.Inaugurada no dia 12 de outubro de 1931, no Corcovado, mais alto morro da capital carioca, a escultura do Cristo Redentor pesa 1.145 toneladas, tem 38 metros de altura e 30 de largura (de mão a mão).
A obra é considerada a maior estátua “art decó” do mundo, estilo arquitetônico marcado por linhas simples, elegantes e traços geométricos.
Aproximadamente um milhão de turistas estrangeiros e brasileiros visita anualmente o monumento, sendo que estão avançados os estudos para o seu tombamento. Trata-se de tombamento da própria estátua, tendo em vista que a paisagem natural do Corcovado foi tombada há décadas.

O que pouca gente sabe é que a inauguração do Cristo Redentor fez parte de um grande acordo entre o Governo Provisório de Getúlio Vargas e a Igreja Católica.
A relação política entre Estado e igreja não era nova e vinha desde os serviços prestados por esta à Coroa Portuguesa, inclusive a catequização obrigatória dos africanos escravizados.
Na inauguração do Cristo Redentor, Getúlio e todo o seu ministério subiram o Corcovado para ouvir a pregação do Cardeal Sebastião Leme, que consagrou a nação “ao Coração Santíssimo de Jesus, reconhecendo-o para sempre seu Rei e Senhor”.
Outro afago feito por Getúlio foi a adoção de um decreto que permitiu o ensino religioso nas escolas públicas, desobedecendo abertamente a proibição estabelecida pela Constituição vigente na época.
Em troca, a Igreja levou a massa da população católica a apoiar o novo governo.
Foi assim que o símbolo de uma religião foi transformado em símbolo nacional, cantado em verso e prosa.
Vale lembrar que nos nossos dias são frequentes as notícias sobre a atuação de bancadas católicas e evangélicas no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores.
Exemplos como este não deixam nenhuma dúvida: todas as religiões, sem exceção, fazem acordos com políticos e governantes. Religião e política sempre andaram juntas – para o bem ou para o mal.
No caso do Candomblé e da Umbanda, o problema não está em se fazer política dentro da religião. Primeiro porque a política está presente em nossa vida o tempo todo, em todo lugar.
Quantos fiéis das Religiões Afro-brasileiras não são obrigados a esconder sua religião no local de trabalho, na escola ou na vizinhança para não sofrer discriminação? Quantos já não foram vítimas de humilhação, de preconceito e não tiveram a quem recorrer? Tudo isso depende da política.
O problema, portanto, é que muitos fiéis e Ministros (as) das Religiões Afro-brasileiras ainda têm dificuldade para compreender a força do voto, a força da nossa comunidade organizada.
Em ano eleitoral sempre aparecem os candidatos nos Terreiros. Eles chegam, dão tapinhas nas costas, distribuem sorrisos e presentinhos na comunidade e depois ficam quatro anos votando contra os direitos e interesses da Umbanda e do Candomblé.
Por isso precisamos lembrar que voto é coisa séria. Quem vende seu voto, geralmente por preço muito barato (um saquinho de doces aqui, um saco de cimento ali) não tem o direito de cobrar depois.
O voto deve servir para fortalecer nossa Religião, fazendo com que Candomblé e Umbanda sejam cada vez mais respeitados e exerçam todos os direitos que a lei assegura às religiões.
Devem merecer nosso voto àqueles candidatos que assumam compromisso público com a comunidade, que apresentem propostas concretas e que lutem contra a intolerância religiosa. O ideal certamente é que o voto sirva para eleger candidatos da própria Umbanda e Candomblé, colocando nas Câmaras de Vereadores pessoas que sintam na pele o peso da discriminação religiosa.
Se todas as religiões têm atuação no campo da política, por que Candomblé e Umbanda não podem ter? Só nós não podemos? E os outros?
Dr. Hédio Silva Jr.Professor, Diretor da Faculdade Zumbi dos Palmares, Advogado e Ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo. Militante há mais de 30 anos contra a Intolerância Religiosa e Racial.
Por Dr. Hédio Silva Jr.
In Jornal do Axé

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